Saiba quais as previsões dos economistas em habitação para o mercado imobiliário dos EUA

Economistas em habitação de todo o país ofereceram previsões para o mercado imobiliário dos EUA na convenção dos Editores da Associação Nacional de Real Estate, em New Orleans no dia 3 de Junho, de 2016. 

 photo credit: home.howstuffworks

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Lawrence Yun, economista chefe da Associação Nacional de Realtors, resumiu prevendo dois diferentes cenários possíveis – um otimista e outro pessimista. 

Do lado otimista, ele disse que a procura pela demanda de casas está suscetível à aumentar em um futuro próximo.

Desde a recessão, muitos consumidores tem visto o  aumento das suas riquezas familiares; bem como aumento nas oportunidades de trabalho, e reparos nos problemas relacionados à créditos que surgiram durante a recessão. 

Esta é uma demanda reprimida que em parte tem alavancado vendas já fechadas e pendentes, ao menos em nível nacional. Eles também estão agindo de forma mais conservadora na maneira como gastam. 

"As pessoas não estão mais refinanciando como uma forma de obter capital na valorização das suas casas," Yun said. 

Já pelo lado negativo, a escassez de inventários, incluindo a região do Sudoeste da Flórida, fizeram aumentar de tal maneira os preços dos imóveis, que as pessoas jovens, muitas sobrecarregadas de débitos estudantis, estão prorrogando tanto o casamento quanto a compra da casa própria. Ainda que eles anseiem em serem proprietários, "eles ainda não estão dentro do jogo", disse Lawrence Yun.

As novas casas que tem sido construídas geralmente estão além do alcance dos compradores de primeira mão, uma vez que os construtores concentram-se mais no mercado sofisticado, e consequentemente mais lucrativo. 

Um vez que os compradores "millênios" (por volta dos 30 anos para frente) são agora a maior parte da população, esta inabilidade ou falta de vontade para a compra pode ter um profundo impacto na abilidade dos vendedores em despacharem as suas casas, esfriando assim o mercado imobiliário.

Mapa da % dos milênios no mundo - economist.com

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Yun prevê que os preços atuais das casas aumentem em 4.5% em 2016, e 3.2% em 2017. No último ano, os preços subiram 6.8%.

Casas novas também devem ver um crescimento de preços devagar, de 4.8 % em 2015, para 2.7% em 2016 e 2.3% em 2017.

Sam Khater, economista chefe do CoreLogic, também viu sinais mistos no mercado geral. Por um lado, mutuários tem se tornado mais fiéis em repagar seu débitos, e poucos tendem à ter pontuações de créditos maiores do que tiveram durante a bomba imobiliária, tornando falhas menos prováveis em uma recessão.

Por outro lado, Sam diz ainda que os preços das casas tem aumentado tão rápido que compradores estão sendo conduzidos para os subúrbios, aumentado os seus custos de deslocamento em 20%.

Este é um problema particular do Sudoeste da Flórida, disse ele, aonde elevados custos de terra tem impulsionado compradores do Condado Collier para o norte do condado mais acessível, o condado Lee.

Entre o mercado de preço médio de casas, compradores nacionais estão também fazendo entradas cada vez menores, alavancando suas casas à níveis nunca vistos desde a bomba imobiliária. 

"Se eles tiverem que se esforçarem desta maneira, é um problema," disse Khater, adicionando que ele também espera que o crescimento dos preços dos imóveis diminua o seu ritmo. 

Ainda que muitos municípios e organizações sem fins lucrativos provém assistência ao comprador de primeira mão, geralmente não é suficiente para fazer diferença, disse Daren Blomquist, Vice Presidente da RealtyTrac.

Para compradores no Condado Collier, o valor médio da assistência de entrada é $15,000, enquanto que no Condado Lee, o valor é de $19,000 (30 anos de financiamento) – aproximadamente alinhando com a média nacional de mais de $17,000.

Mas com ou sem ajuda para entrada, fazer pagamentos mensais de uma casa baseado nos preços médios de casas/condomínios, compromete uma grande parte do salário médio do comprador, diz Blomquist – aproximadamente 39% no Condado Lee, e 55% no Condado Collier.

Jonathan Smoke, economista chefe do Realtor.com, disse que o mercado imobiliário está se bifurcando em dois caminhos, um para os que possuem renda suficiente, dinheiro e crédito para acessarem à uma variedade de opções de casas; e outro para os que não possuem, e devem ficar esperando pelo sonho da casa própria pagando ainda mais pelos seus pesados aluguéis.  

"O problema número 1 é que você pode encontrar a casa que você precisa e que seja acessível", ele disse. 

Svenja Gudell, economista chefe do Zillow, aponta que ainda que o crescimento do aluguel tenha baixado ao longo do ano pela metade, para um passo mais normal de 2.6%, aluguéis altos e salários estagnados ainda reprimem muitos possíveis compradores. Consequentemente, muitos estão permanecendo mais tempo em seus apartamentos do que gostariam, disse ela. 

"O comprador de primeira mão é mais velho, e o tempo em que ele ficou de locatário é muito maior," disse Gudell. E uma vez que os locatários decidem fazer o salto para a compra de uma casa, a falta de fornecimento à preços acessíveis os mantém procurando mais tempo do que no passado. 

"As linhas entre as épocas de vendas estão começando à obscurecer," ela disse.

A mesma restrição em termos de fornecimento e acessibilidade estão também impedindo alguns donos de imóveis de se mudaram para uma outra casa, disse Brad Hunter, economista chefe do HomeAdvisor. Ele prevê que uma vez que as taxas de hipoteca comecem à aumentar, as pessoas não irão vender nem comprar, ao invés disso irão gastar em reformas e manutenção das suas casas.

"Acomodar-se é uma forma poderosa de investimento," disse Brad. "Este é um tempo de conservadorismo. As pessoas querem um retorno em relação ao seu investimento." 

Copyright © 2016 the Naples Daily News (Naples, Fla.), June Fletcher. Distributed by Tribune Content Agency, LLC.

font: http://uli.org/research/centers-initiatives/center-for-capital-markets/number-of-the-week-4/